NISSAN GT‑R 2011

 

Com um significativo aumento de potência e um conjunto de melhorias no chassis, no interior e no desempenho aerodinâmico, o Nissan GT‑R 2011 reafirma a sua posição enquanto referência de super desportivo.

 

"Quando foi lançado há pouco mais de três anos, o Nissan GT‑R foi aclamado como uma referência capaz de proporcionar o desempenho de um super desportivo a um preço acessível. Recebeu prémios atrás de prémios e rasgados elogios de todos aqueles que tiveram a sorte de conduzi-lo. Teria sido fácil cruzar os braços e descansar à sombra dos louros conquistados... mas não fazemos isso na Nissan. Dêem as boas-vindas ao GT‑R 2011, o melhor GT‑R até hoje".

Andy Palmer, Vice-presidente Sénior, Planeamento de Produto, Nissan Motor Co., Ltd.

 

 

Em síntese

  • § Aumentos significativos de potência - de 485 para 530 CV... 
  • § ...e binário - de 588 para 612 Nm 
  • § 0-100 km/h nuns espantosos 3,046 segundos 
  • § Aumentos significativos de potência e binário: até 9% e 4%, respectivamente 
  • § Melhoria no consumo de combustível e redução de 3,5% das emissões 
  • § Aerodinâmica melhorada com uma força descendente 10% maior
  • § Alterações na suspensão para um comportamento ainda melhor
  • § Electrónica renovada para maior controlo
  • § Travões maiores e novos pneus personalizados
  • § Interior renovado com maior conforto
  • § Uma versão totalmente equipada; duas opções de acabamento
  • § Arrefecimento melhorado
  • § Estilo renovado

 

 

      

Visão geral

Mais potência, mais força descendente, mais aderência e mais entusiasmo - é o que promete o Nissan GT‑R 2011.

 

O facto de o multi-premiado GT‑R original oferecer um desempenho espantoso e uma manobrabilidade exemplar não impediu que a equipa de engenheiros e designers dedicados da Nissan tornassem o melhor ainda melhor.

 

Para 2011, o mais representativo super desportivo acessível encontra-se ainda mais refinado. Todos os aspectos do GT‑R foram melhorados e aperfeiçoados. O desempenho do motor V6 twin turbo de 3.8 litros foi impulsionado por uns benéficos 45 CV para uns notáveis 530 CV (390 kW), sendo que a nova calibragem do módulo de controlo do motor, a alteração do sistema de escape e a instalação de um novo catalisador representam uma melhoria para a economia do combustível e para as emissões.

 

Uma série de alterações subtis mas significativas no chassis apuraram o já impressionante comportamento, sendo que os novos pneus, jantes e travões maiores melhoram também a experiência de condução.

 

As revisões subtis do exterior não só oferecem uma nova estética ao GT‑R como também melhoraram o desempenho aerodinâmico, já de si referência mundial. A força descendente melhorou cerca de 10%, enquanto o coeficiente de resistência aerodinâmica foi reduzido para apenas 0,26.

 

No interior, foram feitas várias alterações para aperfeiçoar a sensação desportiva de luxo. Encontram-se disponíveis duas versões: Premium Edition e Black Edition. Ambas estão totalmente equipadas mas a Premium Edition apresenta um estilo mais luxuoso, enquanto a Black Edition, com os seus bancos de competição Recaro de série, acentua o potencial de desempenho desportivo do GT‑R.

 

Para os mais afortunados, existe uma terceira versão, ainda mais exclusiva. O GT‑R Egoist é construído por encomenda especial e ostenta o mais requintado interior em pele, assim como outras características personalizadas.

 

"É necessário um novo conjunto de superlativos para descrever o Nissan GT‑R 2011. Todos os aspectos do automóvel foram melhorados ao ponto de os elevados padrões, estabelecidos pelo original, terem sido ultrapassados a todos os níveis. O GT‑R é uma máquina verdadeiramente notável", diz Andy Palmer.

 

O Nissan GT‑R 2011 já está disponível nos Centros de Alta Performance da Nissan em toda a Europa.

 

 

O GT‑R 2011 ao pormenor

 

Quando o GT‑R estava em desenvolvimento, a equipa de engenharia pretendia produzir um super automóvel com elevados níveis de segurança e desempenho - um automóvel que não fosse intimidante e que desse total confiança em todas as condições atmosféricas, sendo tão seguro e relaxante na sua condução a alta velocidade quanto a velocidades mais moderadas. 

 

"Os nossos objectivos eram criar um modelo de referência para promover a nossa tecnologia e desenvolver, de igual modo, um novo tipo de super automóvel", diz Kazutoshi Mizuno, Engenheiro-chefe de Veículos e Especialista-chefe de Produtos, Nissan Motor Co., Ltd. "Os super desportivos destinavam-se tradicionalmente a condutores com capacidades avançadas de condução, mas o super automóvel Nissan GT‑R pode ser pilotado, de forma rápida e hábil, praticamente por todos e em quaisquer situações de condução". 

 

Esta mesma filosofia foi aplicada na criação da versão 2011. O seu desempenho é superior e os seus limites de aderência são ainda maiores, mantendo-se, contudo, o menos complicado possível: o super desportivo prático para qualquer altura, lugar e pessoa.

 

Motor e transmissão

No coração do GT‑R está o motor V6 twin turbo de 3.8 litros VR38DETT da Nissan, o qual foi especialmente desenvolvido para este automóvel. As alterações para a versão 2011 incluem um aumento de potência dos 485 para os 530 CV, enquanto o binário aumentou dos 588 para os 612 Nm. Este aumento significativo de desempenho é celebrado com a tampa do motor pintada de vermelho... uma alusão respeitosa a um dos antecessores do automóvel, o lendário R34 Skyline GT‑R, o qual também ostentava tampas do motor vermelhas.

 

As alterações no motor incluem modificações ao nível da pressão do turbo, da temporização das válvulas e da taxa de mistura do ar. Os colectores de admissão foram alargados e o sistema de escape foi alterado, sendo adoptado também um novo catalisador que utiliza menos metais preciosos.

 

O resultado é um verdadeiro desempenho de super desportivo... mas sem o senão do preço. A aceleração dos 0-100 km/h, por exemplo, foi reduzida para 3,046 segundos e foi conseguida num test-drive no Japão, no qual as temperaturas da pista não eram as ideais. A próxima meta para a equipa do GT‑R é ultrapassar a barreira dos 3 segundos e juntar-se a um clube restrito, cuja "taxa de admissão" se situa normalmente perto da marca do 1 milhão de euros. A velocidade máxima passa para 315 km/h, um aumento de 5 km/h.

 

Para além de aumentarem a potência e o binário, as alterações tiveram um efeito benéfico no consumo de combustível e nas emissões, ambos melhorados. As emissões de CO2 diminuíram para 279 g/km, sendo que o GT‑R tem agora um consumo de 12 l/100 km em ciclo combinado.

 

Tal como antes, o GT‑R dispõe de vários modos de transmissão diferentes: o desempenho em arranque pode ser maximizado no modo "R". No modo R, a aceleração máxima é aplicada enquanto os travões do automóvel estão pressionados... os quais são, em seguida, soltos o mais rapidamente possível. O sistema monitoriza as temperaturas do óleo para assegurar que a fiabilidade não é prejudicada: se as temperaturas subirem acima de um determinado nível, o sistema evita que o modo R continue a ser utilizado até que as temperaturas baixem.

 

Embora o elevado desempenho seja essencial para que o GT‑R se mantenha apelativo, este permanece controlável e fácil de conduzir. O pico de binário está disponível de forma contínua das 3.200 às 6.000 rpm.

 

É também um motor altamente eficiente. Uma das principais características a este respeito é o inovador revestimento de plasma, com apenas 0,15 mm de espessura, utilizado nas paredes dos cilindros, em vez das tradicionais camisas com 2,6 mm de espessura. Esta solução melhora a dissipação do calor, aumenta a potência e a eficiência, poupando também 3 kg. É utilizado um óleo de motor sintético especial, Mobil-1 RP 0W-40, para assegurar uma lubrificação suficiente destas paredes dos cilindros injectadas a plasma.

 

Os sistemas de admissão e de escape totalmente independentes e simétricos aumentam a admissão de ar e reduzem a resistência de escape, produzindo um fluxo de gás suave e rápido para gerar mais potência e respostas do motor mais rápidas. A pressão do turbo é controlada electronicamente para assegurar a melhor resposta e potência em todas as condições.

 

Uma monitorização precisa da relação ar-combustível melhora o consumo de combustível em desempenhos altos em 5%. E o binário elevado durante a condução a baixas rotações em condições normais permite uma relação ar-combustível ideal, melhorando significativamente a eficiência do combustível e a limpeza do escape.

  

Maiores reduções nos níveis de emissões são conseguidas através de um sistema de ar secundário com uma bomba de ar que promove uma reacção catalisadora mais rápida. 

 

As restantes inovações técnicas incluem um sistema de radiador de óleo do motor, arrefecido a ar e com controlo termoestático, para uma maior eficiência. Em curvas bastante apertadas, uma bomba de circulação mantém o fluxo de óleo do turbocompressor. O sistema de recolha do óleo no interior do motor é optimizado por um sistema de cárter lateral húmido e seco.

 

Do mesmo modo, um depósito colector no interior do depósito do combustível armazena combustível suficiente para manter a alimentação do motor até mesmo sob forças g elevadas. 

 

O motor é construído manualmente, sendo cada unidade montada por um único técnico que trabalha numa "sala limpa" especial da fábrica da Nissan em Yokohama.

 

A transmissão do tipo GR6 foi exclusivamente desenvolvida para o GT‑R. A caixa de seis velocidades com embraiagem dupla é altamente eficiente e as perdas de potência são mínimas, pelo que a resposta e a economia de combustível são, portanto, melhores, quando comparadas com as caixas automáticas tradicionais.

 

O condutor pode mudar as velocidades manualmente com os manípulos - agora feitos de magnésio - localizados atrás do volante ou optar pelas mudanças automáticas, consoante a sua disposição. Seja qual for essa opçãp, dado que existe uma embraiagem húmida para as mudanças ímpares e outra para as mudanças pares, a próxima velocidade já está pré-seleccionada, permitindo mudanças excepcionalmente rápidas. O acelerador também desliga automaticamente nas mudanças para baixo, de modo a sincronizar com precisão as rotações do motor e proporcionar uma satisfação de condução adicional.

 

No modo manual, o manípulo das mudanças permite mudanças extremamente rápidas, mantendo, assim, o impulso do turbo para uma aceleração contínua e potente. São utilizados sincronizadores de cone triplo Borg-Warner.

 

Em modo manual, o condutor pode seleccionar um tipo de transmissão mais extrema: o modo R acelera as já rápidas mudanças de velocidade do GT‑R. Um controlo computorizado prevê a próxima mudança de velocidade do condutor, com base na posição do acelerador, nas rotações do motor, na travagem e noutras informações.

 

No modo automático, as mudanças são feitas para maximizar a eficiência do combustível. As velocidades mais altas são utilizadas sempre que possível, tirando o máximo partido da longa e linear curva de binário do motor. O GT‑R pode ser conduzido em sexta durante longos períodos a baixas velocidades, continuando, ainda assim, a oferecer uma boa resposta de aceleração. Este comportamento dócil é contrário ao da maioria dos super desportivos da mesma classe, sendo um dos muitos aspectos exclusivos desta tecnologia de referência.

 

Foi desenvolvido um novo modo de transmissão, designado SAVE, para o GT‑R 2011. Tendo sido concebido mais para o uso diário em auto-estradas e estradas normais do que para a condução entusiasta, o SAVE reduz o binário do motor e altera os pontos de mudança de velocidade, de modo a conseguir uma condução mais relaxante e económica.

 

O Arranque Assistido em Subidas também está disponível, travando momentaneamente o automóvel para evitar que este descaia ao arrancar numa subida enquanto o condutor passa do travão para o pedal do acelerador.

 

A maneabilidade a baixas velocidades foi ainda mais aperfeiçoada com a adopção de um modo de tracção a duas rodas. Quando o volante dá mais de meia volta e a velocidade é inferior a 10 km/h, a tracção das rodas dianteiras é temporariamente desactivada para facilitar o estacionamento e outras manobras a baixa velocidade.

 

Chassis de tracção às quatro rodas

O GT‑R tem um dos mais avançados sistemas de tracção às quatro rodas alguma vez desenvolvidos num veículo de produção, oferecendo uma segurança de tracção e maneabilidade inigualáveis. O sistema é composto por um diferencial intermédio independente traseiro, o qual reúne a transmissão, a caixa de transferência e um diferencial de deslizamento limitado num único conjunto compacto, montado independentemente em casquilhos de borracha. Assim sendo, com a transmissão na traseira, o GT‑R oferece um equilíbrio de peso soberbo, ao mesmo tempo que aumenta o espaço para as pernas nos bancos dianteiros.

 

O design utiliza eixos de transmissão duplos especiais, sendo que um deles (feito de um composto de carbono) passa a tracção do motor para o diferencial intermédio e o outro transfere a tracção do diferencial intermédio para as rodas dianteiras.

 

O sistema de tracção às quatro rodas ajusta continuamente o binário entre a frente e a traseira, com base nas exigências dinâmicas e as condições da estrada; em condições normais, todo o binário é direccionado para o eixo traseiro, sendo que até 50% do binário é enviado para as rodas dianteiras para aumentar a tracção sempre que necessário - em condições escorregadias e para melhorar o desempenho nas curvas.

 

São vários os sensores que enviam dados para o sistema e os parâmetros monitorizados são, entre outros, a velocidade, a aceleração lateral e transversal e o ângulo de direcção. O sensor da taxa de guinada mede a diferença entre a taxa de guinada pretendida, calculada a partir do ângulo de direcção, e a taxa de guinada real, ajustando, consequentemente, o binário entre a dianteira e a traseira. 

 

O sistema de tracção às quatro rodas inclui o Controlo Dinâmico do Veículo (VDC-R), o sistema de controlo de estabilidade electrónico do Nissan GT‑R. Este sistema monitoriza continuamente o comportamento do veículo. Se for detectado um comportamento de desequilíbrio - como um deslize ou uma derrapagem - o binário das rodas será ajustado para ajudar a restabelecer a estabilidade. O controlo de tracção electrónico está também instalado no diferencial traseiro mecânico de deslizamento limitado, evitando a patinagem das rodas e melhorando a aderência. 

 

O chassis possui uma suspensão dianteira de braços duplos e uma suspensão traseira multilink, oferecendo uma estabilidade em linha recta extraordinária a todas as velocidades, assim como uma maneabilidade e travagem de topo em qualquer situação - desde trajectos urbanos e estradas com neve e lama até pistas de competição.

 

Apesar do GT‑R original ter sido altamente elogiado pelas suas capacidades de comportamento, os engenheiros da Nissan aperfeiçoaram-no ainda mais para melhorar a aderência e capacidade de resposta.

 

Na frente, as molas, os amortecedores e a barra estabilizadora foram modificados para melhorar a resposta do pneu à carga vertical. O ângulo de avanço das rodas dianteiras aumentou de 5º35 para 6º00, de modo a melhorar a estabilidade em linha recta e a aderência nas curvas. Na traseira, o centro de rolamento foi reduzido para melhorar a aderência do bordo interior dos pneus nas curvas.

 

Foi desenvolvido um novo amortecedor leve em alumínio para o GT‑R 2011. A unidade sem pistões gera uma força de amortecimento mais precisa para proporcionar constantemente uma aderência estável à estrada, ao mesmo tempo que reage mais depressa às acções do condutor. A redução da fricção do conjunto ajuda também a melhorar a qualidade de condução.

 

Tal como antes, as afinações dos amortecedores podem ser ajustadas pelo condutor, o qual pode escolher entre Conforto, Desportivo (a afinação normal e a que produz a melhor maneabilidade/equilíbrio de condução possível) ou R (elevado desempenho). O modo R proporciona uma resposta máxima em curvas planas e apertadas a alta velocidade. Os sensores medem 11 elementos do veículo, incluindo a velocidade, a aceleração lateral, o ângulo de direcção e as rotações do motor e os dados são, em seguida, analisados para fornecer as forças de amortecimento adequadas em todas as situações.

 

Travões, jantes e pneus 

Para aumentar a sua resistência ao desgaste devido à utilização intensa contínua, o diâmetro dos discos dos travões dianteiros aumentou para 390 mm, mais 10 mm. Tendo sido especialmente desenvolvidos pela Nissan, os discos são amplamente resistentes à fadiga a altas temperaturas na utilização repetida a alta velocidade.

 

Os discos dianteiros e traseiros são de aço totalmente ventiladas e o sistema Brembo oferece uma sensibilidade do pedal soberba, assim como um enorme poder de travagem. Os rotores totalmente flutuantes com estrias ventiladas em forma de diamante e as perfurações cruzadas estabilizam a travagem, ao mesmo tempo que evitam a deformação pelo calor.

 

As pinças do monobloco Brembo super resistentes, com seis pistões à frente e quatro pistões atrás e apoios de três pontos inspirados nos automóveis de corrida, ajudam a gerar uma força de travagem potente e a prevenir a deformação das pinças, enquanto a sua estrutura de tirante duplo resiste, de igual modo, à deformação e ajuda a manter a estabilidade de travagem em todas as condições.

 

As jantes de alumínio forjado recentemente concebidas, mais leves e resistentes, fabricadas pela RAYS, melhoram a capacidade de resposta dos pneus às cargas verticais. As estrias no interior da jante foram alteradas para eliminar qualquer potencial rotação dos pneus provocada pelo aumento de potência do motor.

 

As jantes têm uma nova cor - Hyper Blue Black Chrome - e um acabamento com um brilho profundo criado pelo revestimento de cinco camadas para realçar a imagem de qualidade e desempenho do GT‑R.

 

Tal como antes, o GT‑R está equipado com pneus Dunlop especificamente concebidos para ele. Contudo, para a versão 2011, foi desenvolvido um novo pneu: Dunlop SP Sport MAXX 600 DSST CTT, o qual apresenta um novo composto para melhorar a aderência. A nova estrutura e a maior rigidez do piso e da parede lateral proporcionam uma estabilidade muito melhor em linha recta em superfícies rodoviárias de má qualidade. Para além disso, tal como antes, são insuflados com azoto e não com o ar tradicional, o que evita alterações de pressão durante a condução a alta velocidade. 

 

Carroçaria e design

De modo a cumprir os ambiciosos objectivos do projecto, em termos de estabilidade a alta velocidade, conforto de condução e segurança, a Nissan aplicou vários materiais e métodos avançados de montagem na criação do GT‑R. 

 

São amplamente utilizados materiais leves, incluindo alumínio no capot, bagageira e painéis exteriores das portas. A fibra de carbono é utilizada na extremidade dianteira da estrutura da carroçaria, incluindo no suporte do radiador, na parte dianteira do compartimento do motor e na parte inferior do difusor aerodinâmico traseiro. A fibra de vidro especial é utilizada na parte inferior do motor e ajuda a fornecer ao Nissan GT‑R uma base virtualmente plana, beneficiando ainda mais a eficiência aerodinâmica. O interior das portas é fabricado em alumínio fundido, conferindo uma excelente protecção de segurança contra impactos laterais.

 

O alumínio fundido, leve e resistente, é também utilizado nas caixas dos amortecedores da suspensão dianteira, sendo que o GT‑R 2011 dispõe de uma nova funcionalidade, uma leve e rígida barra anti-aproximação da suspensão. Fabricada a partir de um composto de carbono e com um formato similar a um favo de mel em alumínio, a barra está instalada na parede divisória do compartimento do motor. Ao ligar desta forma a suspensão esquerda e direita, a capacidade de resposta da carroçaria às mudanças de direcção é muito superior.

 

Foi instalado um membro adicional de apoio no lado do passageiro do painel de instrumentos. Esta maior rigidez ajuda também a apurar a resposta do automóvel às solicitações da direcção.

 

Design e aerodinâmica 

Robusto, sustentado e compacto, o GT‑R tem sem dúvida um lugar de destaque na cultura automóvel japonesa e os jogos de computador têm sido influências determinantes para o design.

 

"A missão consistia em criar um automóvel distinto, um super automóvel, mas não um simples automóvel veloz - é mais entroncado, mais prático e mais robusto", diz o director de design Shiro Nakamura. "A funcionalidade é um elemento essencial do GT‑R. Não é demasiado baixo; é fácil entrar e sair do veículo, tem boa visibilidade e é fácil de conduzir.

 

"Não pretendíamos uma forma bonita e elegante - queríamos uma forma original e eficiente. Algumas pessoas que compram este automóvel terão também um Ferrari e um Porsche. Este automóvel tem de ser diferente de todos os outros. Vejo-o como um automóvel influenciado não pela beleza feminina, como é o caso dos automóveis italianos, mas pela beleza masculina.

 

Os notórios toques de estilo incluem a dobra no pilar traseiro. "É altamente distintiva e ajuda o fluxo de ar traseiro", diz Nakamura, "proporciona também ao GT‑R uma linha de tejadilho verdadeiramente invulgar." Nakamura explica também que as laterais profundamente planas são extremamente funcionais. "São lisas como abdominais bem tonificados, mas são também úteis para avaliar a largura do automóvel e bastante aerodinâmicas."

 

Uma boa aerodinâmica era naturalmente um requisito fundamental e, para o GT‑R 2011, as alterações de pormenor reduziram o coeficiente de resistência para uns excepcionais 0,26. O pára-choques dianteiro foi redesenhado, dispondo agora de difusores duplos rectificadores que aumentam a força descendente dianteira cerca de 10%. Ao mesmo tempo, isto reduz a resistência do ar dentro do compartimento do motor e aumenta também o fluxo de ar através de um radiador que arrefece os travões dianteiros. Cada um dos lados tem incorporada uma luz diurna de presença em LEDs, equipada com uma superfície reflectora com largo diâmetro e emite uma luz branca de grande intensidade.

 

Foi desenhado um novo pára-choques traseiro, com um centro de gravidade mais baixo e uma parte inferior esculpida com uma extremidade alargada. Aumentando o difusor traseiro consegue-se um melhor desempenho de arrefecimento sob o piso, com menor resistência do ar.

 

O desempenho de arrefecimento do silenciador de escape traseiro é melhorado com a introdução de uma saída de ar no pára-choques traseiro, o que retira o ar das caixas das rodas traseiras, sendo que a força descendente traseira também aumenta cerca de 10%.

 

As outras alterações visuais incluem as quatro ponteiras de escape, as quais foram alargadas, assim como o farol de nevoeiro traseiro LED de alta intensidade que foi agora incorporado no difusor traseiro prolongado. Existem seis cores exteriores, incluindo duas novas tonalidades: Metallic Black (que substitui a sólida Kuro Black) e Daytona Blue (que substitui a Titanium Grey).

 

Interior

Ao volante, o GT‑R proporciona um especial "sentimento de excepção" mas permanece, no entanto, um automóvel muito "normal" em vários aspectos - espaçoso, confortável e arejado.

 

O estilo do interior evoca, sem dúvida, o potencial do automóvel, mas também é bastante prático, com comandos imediatamente intuitivos e fáceis de utilizar. O condutor segura um volante multifuncional e com um diâmetro pequeno, forrado a pele suave cosida à mão, tal como a alavanca das mudanças, o tablier, a consola central e os forros das portas. O botão de arranque vermelho no centro da consola é activado pelo sistema de Chave Inteligente.

 

Os principais instrumentos são mostradores analógicos envoltos em aros robustos, os quais estão dispostos de modo a parecerem uma engrenagem: no centro, um grande conta-rotações em lugar de destaque, iluminado a vermelho nas 7000 rpm, estando os indicadores mais pequenos das mudanças, da temperatura da água e do combustível à sua direita e o velocímetro à sua esquerda.

 

Estes são complementados por um ecrã LCD multifuncional de 7 polegadas, situado na parte superior da consola central e à mesma altura que o principal painel de instrumentos. Isto permite ao condutor visualizar uma vasta gama de telemetria do veículo, sendo que os gráficos foram desenvolvidos em conjunto com a Polyphony Digital Inc., designers do jogo Gran Turismo para a Playstation da Sony.

 

Os mostradores personalizáveis incluem as forças g laterais e transversais, o grau de aceleração e ângulo de direcção, assim como uma ampla série de dados mecânicos, incluindo a temperatura e pressão do óleo e a pressão do turbo. É também apresentado um "esquema ideal de mudanças" para encorajar a condução económica. Para os condutores mais conscientes, este sistema permite que possa manter um registo detalhado das características de condução. O ecrã táctil multifuncional também se altera para servir de visor para a navegação por satélite ou para os controlos de áudio.

 

Abaixo do visor multifuncional existe um conjunto inclinado para o condutor que contém interruptores para o ar condicionado, interruptores para áudio e configurações, os quais são utilizados para alterar a afinação dos componentes, incluindo amortecedores, mudanças e VDC.

 

O GT‑R está equipado com o sistema combinado de navegação e áudio "Premium Connect" da Nissan, oferecendo uma facilidade de utilização melhorada e funcionalidades novas e actualizadas. No seu centro, encontra-se um sistema de navegação de unidade de disco rígido (HDD) com 40GB de espaço na memória. Isto torna o funcionamento mais rápido e a capacidade de armazenamento de dados maior.

 

Entre os muitos benefícios encontra-se o mapeamento alargado, que inclui agora a Turquia, a Europa de Leste e a Rússia, assim como um novo e fácil de seguir sistema de navegação 3D com gráficos melhorados e uma descrição mais realista da estrada e dos pontos de referência em frente.

 

O ecrã de alta resolução, com WVGA (Wide Video Graphics Array) recentemente desenvolvido, é um monitor de cristais líquidos que tem um número de pixéis quatro vezes superior ao de um ecrã convencional de navegação por satélite. São fornecidas informações de trânsito em tempo real através de RDS-TMC, mas o funcionamento mais rápido permite ao sistema indicar itinerários alternativos numa fracção de tempo.

 

Os utilizadores têm acesso a informações de Pontos de Interesse (POI) fornecidas pela Michelin, com informações completas acerca de restaurantes, serviços, museus e outras atracções turísticas em 20 das maiores cidades europeias.

 

É utilizada uma interface de ecrã táctil, maximizando a facilidade de utilização e segurança, não só para a navegação mas também para outras funções como a conectividade Bluetooth para telefone e entretenimento. Também é possível utilizar o sistema através do reconhecimento de voz.

 

Podem ser exibidas instruções no ecrã em oito idiomas diferentes - Português, inglês, francês, alemão, espanhol, italiano, holandês e russo - enquanto o reconhecimento de voz está disponível em sete - Português, inglês, francês, alemão, espanhol, italiano e holandês.

 

Outro benefício da informação HDD e do sistema de entretenimento é a incorporação de uma biblioteca Music Box de 9,3 GB que pode armazenar o conteúdo musical de até 300 CDs. O download é feito automaticamente quando o CD é inserido no leitor de CD, se seleccionado.

 

Mas para aqueles que querem uma selecção musical mais ampla na ponta dos seus dedos, o sistema também permite ligações iPod/USB com controlo total através do ecrã e/ou interruptores no volante. Para além disso, serão exibidas no ecrã informações sobre a música, o artista e o álbum. Poderão ser reproduzidos outros dispositivos áudio através da função Transmissão de Áudio por Bluetooth da unidade.

 

As alterações no GT‑R 2011 são subtis e destinam-se a realçar esse sentimento de excepção. O revestimento e acabamento em torno do ecrã de navegação foram redesenhados e apresentam costuras uniformes para realçar a sensação de qualidade. O painel de controlo do aquecimento tem agora um acabamento em carbono real em torno dos interruptores, com acabamento em preto mate, sendo que os manípulos das mudanças são agora fabricados em magnésio.

 

Os aros cromados na consola e nas saídas do ar condicionado passaram a ter um acabamento desportivo escurecido a preto.

 

Talvez a alteração mais significativa no GT‑R 2011 seja a disponibilidade de dois tratamentos diferentes do interior. Um deles acentua a natureza desportiva do GT‑R, enquanto o outro realça o lado luxuoso: não existe qualquer custo adicional, independentemente do acabamento escolhido.

 

O Recaro Black, tal como o nome indica, possui bancos desportivos Recaro revestidos a pele preta. Os bancos têm um acabamento com costuras laterais vermelhas, sendo que a alavanca das mudanças também tem um traço vermelho. O revestimento a negro do tecto realça o interior.

 

O segundo visual apresenta bancos revestidos a pele de excepcinal qualidade, disponível em cinzento claro ou preto, acompanhados por um tecto revestido a cinzento claro para conferir uma sensação mais leve e arejada ao interior.

 

Ambos os bancos oferecem um elevado nível de conforto e segurança nas curvas. Para além disso, os níveis de fadiga das coxas e zona lombar são reduzidos mediante a alteração da forma e alargando o comprimento da superfície do banco. Estão equipados com regulação eléctrica para a frente, para trás e em altura, assim como com dois níveis diferentes de intensidade de aquecimento do banco.

 

Os dois bancos traseiros gémeos, de acesso fácil utilizando o interruptor de entrada/saída nos bancos dianteiros, são mais adequados para crianças ou para transportar sacos e casacos, embora sejam perfeitamente confortáveis para a maioria dos adultos em viagens pequenas. A bagageira tem capacidade para 315 litros (VDA), suficientemente espaçosa para dois conjuntos de sacos de golfe ou para um número considerável de malas de viagem, o que realça a utilidade diária do GT‑R.

 

Valor

A lista de especificações padrão continua com a mesma força de sempre. O GT‑R 2011 dispõe de navegação por satélite Premium Connect HDD, sistema de som premium Bose, conectividade para iPod TM, armazenamento de música no disco rígido, ligação Bluetooth para telefone, jantes de liga leve de 20 polegadas, pneus "run-flat" e ar condicionado com controlo individual da climatização. A única opção é a escolha entre Premium Edition e Black Edition.

 

Junte-se o desempenho proporcionado pelo motor V6 twin turbo através do sistema de embraiagem dupla GR6, com a ajuda do sistema de tracção às quatro rodas e o seu notável preço: o GT‑R continua a ser intocável.

 

"Desde o seu lançamento o GT‑R combinou de modo extraordinário desempenho e versatilidade. Sempre que as condições o permitem, tem um desempenho espantoso e níveis excepcionais de aderência... mas mantém-se tão dócil na cidade quanto um familiar.

 

"O GT‑R 2011 sedimenta essa base, alargando ainda mais os seus parâmetros de desempenho, embora continue a ser tão compatível com o trânsito da cidade como é espectacular na pista de Nurbürgring.

 

"O GT‑R reescreveu novamente os mandamentos de um super automóvel", disse Andy Palmer.

 

Emitido pela Nissan